Jan
25

Pintura e Atualidade
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Como vemos e como sentimos as coisas?
A nossa percepção como algo interior e profundo norteia os prazeres do olhar e do apreciar, contradizendo o pragmatismo do intelecto que tem suas ações pautadas nas coisas que reconhece.
Quando o olho humano alcança a arte logo a identifica, sua luminosa aura é absorvida pelos canais da alma que sacia-se em sua fonte.
Este contato é imediato e dispensa as evocações literárias ou mesmo a irradiação dos grandes mestres, algo silencioso e enigmático atua dispensando a força da palavra e o discurso filosófico para o devido entendimento.
A pintura faz a travessia do tempo renovando-se sempre, movida pelos parâmetros da beleza, pela força das cores e a tangibilidade dos materiais, caminha lado a lado com as tecnologias que evocam o grafismo, o desenho ou mesmo a pintura virtual. As discussões sobre a sua validade no mundo atual não anularam sua continuidade e tampouco diminuíram o seu valor.
A máquina, antes reverenciada pelos futuristas como ícone do mundo vindouro agora amplia as possibilidades criativas, o redirecionamento da pintura pelos caminhos do modernismo e proposições contemporâneas arejaram os seus campos elevando-a aos patamares da atualidade, pois trata-se de uma linguagem universal e onde as fronteiras físicas não lhe causam embaraço.
Apreciemos, portanto a arte, a pintura como sua palpável manifestação pois se teu olho for bom, o teu corpo será luminoso.